Flávio Bolsonaro, senador do Republicanos (RJ) e o sócio Alexandre Santini, mais conhecido como Bolsotini, venderam a franquia da Kopenhagen, loja de chocolates, localizada em um shopping na Via Parque, Rio de Janeiro. O comércio está sob investigação do Ministério Público por supostamente ser uma maneira de o parlamentar lavar dinheiro desviado da Assembleia Legislativa da capital carioca.

O processo que envolve a investigação da loja faz parte do esquema e envolvimento de Flávio Bolsonaro nas “rachadinhas”, em 2020. De acordo com informações dos responsáveis legais pelo shopping, a loja está sob administração do grupo CRM, dono da marca Kopenhagen.

A empresa de Bolsonaro e Santini ainda mantém a legalidade de documentos na Receita Federal, com capital social avaliado em R$ 200 mil. No entanto, a investigação do MP mostra divergências relevantes sobre a contabilidade da franquia e admite ainda que o filho de Jair Bolsonaro e a esposa Fernanda Bolsonaro não possuíam capital suficiente para adquirir e operar o comércio, avaliado em R$ 1 milhão.

O Ministério Público aponta, então, que Bolsotini é um possível instrumento “laranja” para acobertar Flávio e considera, também, “coincidência dos depósitos em dinheiro no mesmo período em que Fabrício Queiroz arrecadava parte dos salários de assessores da Alerj”.

A promotoria investigou ainda que a quantia e a velocidade de repasses de Bolsotini para Flávio é “desproporcional” ao obtido mensalmente pela sociedade. “O negócio tinha a finalidade de acobertar a inserção de recursos decorrente do esquema de rachadinhas da Alerj no patrimônio de Flávio Bolsonaro sem levantar suspeitas”, declarou o MP em nota.

Na peça de análise estão mencionados Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, Alexandre Santini, Fernanda Bolsonaro, um corretor de imóveis admitido em contrato duvidoso e ex-assessores envolvidos em esquemas de transações bancárias suspeitas.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do senador e aguarda atualizações.

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